domingo, 14 de setembro de 2008

É Impressionante a versatalidade da lingua portuguesa, ora vejamos.
Imaginemos uma recepcionista de hotel que diga:
"um quarto para as três?"
Neste caso estará a:
1-dizer as horas
2-actuar como um qualquer chulo de prostitutas
3-ser prestável enquanto recepcionista
Genius! =D

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Rainbowish Tales of the awkard and random journeys - Part 10

O mundo encantado da channel. Era o paraíso para qualquer ser feminino. Tive que apressar-me, pois já estava atrasado para o meu encontro com o Sr. Channel (caso o leitor não saiba, o Sr. Channel é o dono deste universo). Passei por umas quantas lojas da channel, e uns quantos bares de chá channel, até que por fim, cheguei ao prédio channel nº1. Era um prédio terrivelmente assustador. Tinha a forma de uma esfera, mas com um buraco no meio. Tal e qual como um donut. Depois, um vermelho vivo dominava este edifício, com pequenas pintas pretas transparentes à volta das janelas. As janelas! Milhares e Milhões de janelas preenchiam este robusto prédio.
Enquanto esperava na sala de espera (esta onde curiosamente não haviam janelas), consegui ouvir gritos de pânico vindos de um piso inferior ao meu. Foi bastante assustador, mas não podia fazer nada. Nem sequer comentar às vendedoras de perfume channel, ou mesmo à pessoa que estava sentada ao meu lado. Pois todos nós sabemos como as coisas funcionam no mundo encantado da channel. Comecei a interrogar-me se teria valido a pena toda esta viagem. Se era isto mesmo que eu queria fazer, porque, mal entrasse na cozinha de reuniões, não iria haver maneira de voltar atrás. Mas os meus profundos e filosóficos pensamentos foram interrompidos ao ouvir chamar o meu número de sapato. Chegou o momento.
Mal enfiei o pé direito na cozinha de reuniões senti logo o cheiro característico do Sr. Channel. Aquela mistura de casca de banana madura com nutela endurecida não enganava ninguém. À minha frente encontrava-se uma mesa, com talvez 30 metros de comprimento. Papéis de todas as cores enfeitavam-na, casacos de peles cobriam o chão velho, perfume caía do tecto como chuva. A cozinha encontrava-se tal e qual como a tinha visto pela última vez, há 90 anos atrás.
Procurei a cadeira mais próxima da minha pessoa e sentei-me nela. E ali estava eu. Frente a frente, novamente, com o Sr. Channel. O cabelo, liso e gordurento, tinha agora invadido a sua cara, não deixando nenhum bocado de pele à vista. Os seus olhos, rectângulos brancos florescentes, brilhavam como os de uma criança quando encontra um brinquedo perdido numa caixa de areia. Sim, era ele finalmente.
Deixamo-nos estar ali, durante mais umas horas, observando-nos um ao outro. Até que, finalmente, ele despiu-se. Lentamente, retirou com delicadeza o seu vestido cinzento da channel, ficando só com as suas cuecas channel. De seguida, sentou-me ao meu lado, e posicionou as suas mãos em forma de pirâmide, em cima da mesa. “É assim que quer?” pergunta-me ele, com os olhos fechados. Hesito. Toda a minha vida aparece diante os meus olhos como um flash, em 3s segundos. “Sim.” Respondo eu, com uma certa insegurança. “Muito bem. Assim será.” Retorquiu ele com um ar um pouco enervado. Num movimento rápido e brusco, o Sr. Channel ergue-se e enfia as suas delicadas mãos dentro das suas cuecas channel, e começa a remexer no seu interior. E ali estava eu, já com suor a escorrer-me pela pele, como o sangue corre nas minhas veias, frente a frente com o Sr. Channel e as suas cuecas. De repente, ouve-se um tímido miar. O Sr. Channel congela, e franze as sobrancelhas peludas. Depois, sorri. Ao retirar as suas mãos do interior das suas cuecas, um pequeno gato com penas amarelas com orelhas redondas aparece entre as suas mãos. Por momentos deixei de respirar. Ali estava ele. Finalmente o gato de penas amarelas com orelhas redondas. Não conseguia acreditar. Tinha conseguido seduzir o Sr. Channel a dar-me o seu gato de penas amarelas com orelhas redondas, cuja baba continha …

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Rainbowish Tales of the awkard and random journeys - part 9

...ao chegar, qual não é para meu espanto quando tudo em meu redor é feito de C´s . E para um pacato ser como eu subsistir naquele ambiente apenas poderia socorrer-se de locais e lojas começadas por "c". Desta forma, quem quisesse comprar 150g de fiambre não iria ao supermercado mas sim ao Centro Comercial, quem quisesse arranjar sapatos teria de ir à charcutaria(há falta de melhor). Para minha infelicidade tinha um problema hemorróidas, logo não fui a um médico mas sim a um contabilista, receitou-me um balancete provisional do meu tormento anal juntamente com uns ricos exercícios de lançamentos contabilísticos todas as manhãs.
Na manhã seguinte espantei-me com a minha compostura pois só no momento ao acordar notei que só trazia vestido o meu
lençol sagrado de néon, corri de imediato para algures a fim de encontrar algumas vestes essenciais. Faltando Prontos a vestir na cidade dirigi-me então para os Correios, onde para o meu pedido de roupa me forneceram uma caixa de encomenda enclausurando-me lá dentro e carimbando-a consecutivamente para destino desconhecido( uma vez que dentro de tal caixa não sabia para onde ia).
Dias depois, tendo sobrevivido á base de bichos da seda que um funcionário dos correios hippie tinha albergado na caixa de encomenda cheguei finalmente ao meu destino. Destino esse que era...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Rainbowish Tales of the awkard and random journeys - part 8

...Já cansado, cambaleei para aqui, e para ali, e mais um pouco para aqui, interrogando-me interiormente, quando chegaria eu ao final desta demanda. Dei mais uns 2 passos e meio, dei uma pirueta, sentei-me no chão, fiz uma posição de yoga e decidi ir tomar comer uns micróbios a um café. Depois de encher o meu corpo com aquelas criaturas deliciosas, voltei novamente ao meu caminho.
Terra do não sei que, terra do não sei que mais, terra da...erm....terra, etc etc, mas nada da terra dos neons exorbitantes e estroboscópicos! "Bolas saltitonas amarelas!"grito eu em tom feminino. Por momentos pensei que estivesse perdido...Por isso, ajoelhei-me e fiz umas quantas rezas aos Deuses dos Sapos renova active. Não queria desistir. Dei mais uns 2 ou 3 passos, e avistei uma estranha placa de mercúrio, a dizer: terra dos neons exorbitantes e estroboscópicos. Não consegui evitar saltar de alegria durante 2s minutos. Por isso...saltei durante 2s minutos. Como o leitor já deve ter percebido, não encontrei nada mais nada menos que um monte de bichinhos neonis exorbitantes e estroboscópicos a beberem-se uns aos outros (sim, as luzes adoram beber-se umas as outras). Ao principio também fiquei escandalizado e com um pouco de receio que eles me quisessem beber também, pois estava pintado de metálico e de tromba de aspirador ao nariz. Aproximei-me um pouco deles, e para surpresa a minha, estes estranhos bichos não tinham olhos! Nem nariz! Nem orelhas! Eram tão adoráveis como ursos de peluche sem olhos nariz e orelhas. Tive que resistir à tentação de os abraçar e sussurrar: "aíaí coisinhas fofinhas do papa!".
Percorri a cidade em pontinhas dos pes, para não dar nas vistas a minha presença, e fui falar com o Mayer. "Sihijibimikiji!"*
1 disse-me ele. Sem receio, respondi-lhe corajosamente: "siiiiiiiiiipi"*2. "Sivimijiú! JómiyayÁ!"*3 retorquiu o Mayer com um sorriso invisível na cara. "Sisiki."*4 agradeci eu calmamente, recuando sem virar as costas até chegar ao fim do território do Mayer.
Diriji-me à banca do lençol sagrado de neon, e roubei-o. Depois, enrolei-me nele e segui o meu caminho para a cidade dos 'C's....

*
1Sihijibimikiji = Bom dia caminhante. Havera alguma coisa que o meu povo poderá fazer por si?
*
2siiiiiiiiiipi= Boas. Se não lhe desse muito trabalho, eu queria roubar o lençol sagrados de neon.
*
3"Sivimijiú! JómiyayÁ!"= Ah finalmente! Sim sim, faça favor de roubar o nosso mais precioso bem! Volte sempre!!
*
4 "Sisiki."= obrigada pela vossa hospitalidade.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Rainbowish Tales of the awkard and random journeys - part 7

...chegando ao Reino dos Elefantes nadadores, misturei-me com a espécie. Munido de 1 tubo de aspirador colado ao nariz e pintando-me de tinta metálica lá consegui passar despercebido, contundo não demorou muito tempo para que o lago onde estes se encontravam ficasse imediatamente seco visto que estes endiabrados elefantes passavam a vida a engolir água. A tinta metálica estava-me de certa forma a extorquir-me a mobilidade enervando-me tal que soltei um belo de um traque. Isto despoletou a irra desta fauna causando uma perseguição colectiva a trás de mim.Corri, corri,corri até que tropeçei (sim,tropeçei no meio do lago :D) e as patas colossais dos elefantes estavam prestes a dizimar-me. Contudo,visto que eles "respiravam"água, mesmo quando via a minha vida por entre um buraco de agulha, é para meu espanto que o lago drenou-se por completo!Deixando os elefantes todos a sugar a terra através das suas longas trombas.Parecia uma autêntica plantação de elefantes. Todo nu, pintado de metálico e de tromba de aspirador ao nariz segui caminho para NeonWarez que é a mítica terra dos neons exorbitantes e estroboscópicos...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Rainbowish Tales of the awkard and random journeys - part 6

"Alfácix! Brócolos Stógnófugis Cenourix Yo"! Diziam eles vezes e vezes sem conta. Lembro-me de ter lido num manual de sobrevivência (capitulo 758: como sobreviver num povo nómada de criaturas pigmeus anciãs em forma de bolacha Oreo e com sabor a melancia....interrogo-me como descobriram que eles sabem a melancia) que quando se tem uma porta de madeira que vai dar a um caldeirão gigante deve-se sempre fingir que temos tudo sob de controlo e que não fazemos a mínima ideia que eles cheiram a melancia. E a melhor maneira de parecer que tinha tudo sob controlo era parecer que eu era um deles, do fundo do coração e para eles pensarem que eu não sabia que eles sabiam a melancia teria que resistir à tentação de os comer.

Ora sem mais tempo a perder, cantei-lhes um remix da música “Everything I Do” do Bryan Adams com a música “I'm Not A Girl, Not Yet A Woman” da Britney Spears. E por alguns momentos, pensei que os tinha agradado, pois eles permaneceram sentados e calados, mas no entanto parecia que faltava algo... Então, para finalizar grunhi um bem valente ‘yo’. Mas para minha surpresa, não era isso que eles estavam a espera, isto é, levantaram-se todos e começaram todos a repetir novamente "Alfácix! Brócolos Stógnófugis Cenourix Yo! Alfácix! Brócolos Stógnófugis Cenourix Yo!"

Mas, for fim, no meio daquela algazarra toda consegui fugir dalí, e deixar aquele povo. Eu bem sabia que não devia ter caminhado para a esquerda. Voltei para a minha mota e quem diria! O meu novo GPSmiraculosamente tinha voltado dos mortos! Pedi então ao meu mosquito haplotaxida para me mostrar o caminho para o Reino dos Elefantes nadadores...

Rainbowish Tales of the awkard and random journeys - part 5

...que era....fazer tricôt! =) sim meus caros leitores, tricôt acalma as preçes destes inergumes horrendos. Com gentis tricotadas na minha camisolinha de seda do Ruca consegui vencer estas bestas colossais pois ficaram atordoados de fofiçe e rabixiçe dentro deles o que os tornou vuneravéis a um belo tropeção com o meu 38 de pé e puff!
Segui a minha etapa, caminhando por entre florestas e vales sombrios e desfalcados de aviões, avionetas e alguns miúdos agarrados a balões de hélio que tinham lá aterrado. Não liguei! nem mesmo á pomba que se tinha auto-mutilado com 1a maçaroca de milho depois de vários anos da sua fase emo da vida após ter-se perdido do pelotão aquando da largada de pombas no dia da Indepêndencia da Atlântida.
Caminhei em frente,depois para a esquerda,depois para em frente,depois para uma esquerda curta,depois para uma direita prolongada, até que por fim deixei de ser reeincarnado por um co- piloto de rally dos anos 70.
Finalmente submergi-me aos encantos de um pequeno povo nómada de criaturas pigmeus anciãs em forma de bolacha Oreo e com sabor a melancia.
Fizeram a sua dança magistral tradicional de boas vindas com tochas nas mãos andando em meur redor, no entanto mal sabia eu que logo por baixo de mim estava uma porta de madeira que ia dar a um caldeirão gigante...

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